Programa de Embalagens de Agrotóxicos

O uso inadequado de agrotóxicos no combate às pragas da agricultura ou a destinação incorreta das embalagens vazias causam intoxicações à população e danos ao meio ambiente.

O uso de equipamentos de segurança no manuseio, a técnica da tríplice lavagem, a reciclagem controlada de embalagens vazias ou a incineração em fornos especiais são maneiras adequadas de tratar resíduos agrotóxicos.

O Programa de Embalagens Vazias de Agrotóxicos destina os resíduos agrotóxicos gerados no campo sem agredir o meio ambiente e afasta qualquer risco a saúde da população, afim de permitir o desenvolvimento sustentado rural do Estado.

Este programa está embasado em leis federais e estaduais que obrigam a devolução, pelos agricultores, das embalagens vazias de agrotóxicos após a tríplice lavagem. A devolução deve ser feita nos postos de recebimento licenciados, no prazo de até um ano a partir da data da nota fiscal.

Os materiais estocados nos postos são encaminhados às centrais de triagem para o processo de prensagem e trituração das embalagens. Após a prensagem o material é encaminhado para as recicladoras. As associações de revendedores de agrotóxicos são responsáveis pelas centrais de triagem. As embalagens não Tríplice Lavadas, serão encaminhadas para os incineradores licenciados para este fim.

Os postos de recebimento são de responsabilidade dos revendedores e as centrais de triagem das associações dos revendedores de agrotóxicos e as indústrias. As indústrias de agrotóxicos, estão representadas no programa pelo Instituto Nacional de Embalagens Vazias – INPEV, que é responsável pelo transporte das embalagens tanto dos postos para as centrais, como também das centrais para a reciclagem e para destruição.

Como funciona o processo:

1. O agricultor faz a tríplice lavagem da embalagem com água limpa assim que a embalagem é esvaziada, usando esta água de lavagem para pulverização;

2. Entrega a embalagem tríplice lavada nos postos de recebimento dos revendedores de agrotóxicos em até 1 ano após a compra;

3. As embalagens são armazenadas nos postos em local seco e seguro;

4. O INPEV recolhe as embalagens vazias nos postos e encaminha para as centrais de triagem;

5. Nas centrais de triagem, as embalagens de agrotóxicos de papelão, plástico e metal são prensadas e as de vidro trituradas;

6. O INPEV transporta o material para indústrias recicladoras e para os incineradores licenciados. As embalagens plásticas transformam-se em conduítes (tubulação para instalação elétrica na construção civil), e em outros materiais autorizados.


Embalagem vistoriada


Prensagem


Fardo de embalagens


Caminhão da recicladora


A SUDERHSA é responsável pelo controle do programa, baseado no cadastro da devolução das embalagens. O cadastro tem a finalidade de registrar todas as devoluções do agricultor ou do usuário dos produtos, informando quanto à quantidade de embalagens, o tipo e se foi tríplice lavada ou não. Estas informações são validadas com as assinaturas de quem esta entregando e de quem está (somente treinado) recebendo as embalagens. Todos os cadastros são enviados para a SUDERHSA em Curitiba e repassados para um banco de dados. O controle de devolução das embalagens é considerado fiscalização preventiva. Também é responsável, pelo treinamento de operadores do sistema, técnicos, aplicadores e agricultores, em parceria com a UFPR e o INPEV.

A SUDERHSA realiza também o credenciamento dos postos de recebimento e das centrais de triagem, além de participar nos programas de educação ambiental. O licenciamento e fiscalização dos posto e centrais é de responsabilidade do Instituto Ambiental do Paraná – IAP.
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