Costeira

A planície litorânea do Paraná, com área aproximada de 2.000 km2 é quase que totalmente recoberta por depósitos cenozóicos areno-argilosos de origem continental ou costeira. De modo geral, tratam-se de sedimentos altamente porosos e permeáveis. Levando-se em conta as altas taxas de precipitação pluviométrica observadas na região (média de 1.900 mm/ano) tais depósitos representam verdadeiros reservatórios de água a serem convenientemente explorados.

Os principais problemas para a exploração deste potencial estão relacionados com os aspectos qualitativos da água, visto que são vários os fatores que para ela vão contribuir. Parâmetros físico-químicos como Nitratos, Cloretos, pH, Côr, Turbidez, Ferro Total, etc., podem inviabilizar o seu uso principalmente para o consumo humano, além disso o aqüífero freático é altamente susceptível à influência de contaminação por fossas domésticas e pelo chorume proveniente dos depósitos de resíduos sólidos.

Do ponto de vista quantitativo, a exploração de aqüíferos em regiões costeiras reveste-se de complexidade, levando-se em conta a influência da cunha salina nas captações subterrâneas.
O reconhecimento das relações entre a água doce e a água salgada nestas situações é de grande importância já que o aqüífero verte suas águas em direção ao mar.

As vazões obtidas variam de 2 a 15 m3/h , podendo atingir nos casos de baterias de poços interligadas produções na ordem de 50 m3/h.

A qualidade das amostras d’água da planície litorânea do Paraná está enquadrada em 80% dos casos como sendo águas com tipologia de Cloretadas-sódico-potássicas, ficando as restantes enquadradas como Bicarbonatas-calco-sódicas.

Obedecendo os padrões de potabilidade os valores de pH deveriam oscilar entre 6,5 a 9,2 . A maioria dos valores obtidos apresentam-se entre 3,7 - 6,0 determinando um caráter agressivo para estas águas, o que vai acarretar com o passar do tempo a corrosão dos materiais utilizados na construção e nos equipamentos de extração de água dos poços concluídos com componentes galvanizados.

Ilustração

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