Desenvolvimento da Água Subterrânea no Estado do Paraná

 
O estudo sistemático da água subterrânea no Estado do Paraná teve início em 1973, com a formação de técnicos pela Administração de Recursos Hídricos (ARH) do Programa Nacional de Saneamento (PLANASA), visando prestar assistência técnica à SANEPAR, principalmente na viabilização do manancial subterrâneo para o Programa de Comunidades de Pequeno Porte (CPP).

Neste período foram estudados aproximadamente 500 sítios hidrogeológicos para melhor localização dos poços tubulares. Paralelamente desenvolveu-se atividade de assessorias técnica a dezenas de prefeituras de sistemas autônomos, bem como outras instituições envolvidas, no uso de água subterrâneas.

Decorridos 12 anos acumulou-se informações de mais de 1000 pontos de águas subterrâneas. Este universo de dados permitiu o detalhamento da ocorrência da água subterrânea nas diversas formações geológicas do Estado, demonstrando que a maior parte do território paranaense, tem nesse tipo de manancial a melhor forma de equacionar o problema de abastecimento.

Após uma avaliação das disponibilidades regionais de águas subterrâneas no Estado do Paraná, constatou-se que, paradoxalmente, apenas núcleos urbanos de maior densidade populacional se beneficiavam deste recurso. Tendo em vista que milhares de comunidades menores que 2000 habitantes, não tinham acesso à água tratada, principalmente nas áreas rurais, ficando sujeitos a incidência de uma série de doenças, a SUREHMA a partir de 1983, desenvolveu uma tecnologia de construção de poços tubulares, adequada ao desafio técnico e econômico para atender tamanha demanda. Tais dispositivos de captação subterrânea foram denominados de micropoços, em virtude de suas dimensões, baixo custo e rapidez. Foi então estabelecido o Programa de Micropoços.

A partir de 1991, o Programa de Micropoços, constitui-se na base do Programa Estadual de Saneamento Rural – PESR. A partir de 1996 o AGUASPARANÁ deu continuidade aos programas de utilização da água subterrânea no meio rural (áreas de assentamento, vilas rurais, abastecedouros comunitários, agroindústrias e outros) através da perfurações de poços tubulares em parcerias com Prefeituras Municipais e Comunidades.

Sistematicamente também, a partir da década de 80, foram desenvolvidas pesquisas nos sistemas aqüíferos do Estado para viabilizar o aproveitamento e uso, com ênfase ao aqüífero Guarani (Pesquisa Aqüífero Guarani). Na década de 90, também iniciaram-se as atividades de exploração e pesquisa do aqüífero Karst (Pesquisa Aqüífero Karst), situado ao norte da Região Metropolitana de Curitiba.

Atualmente as características de armazenamento das águas subterrâneas no Estado, provenientes dos poços outorgados pelo AGUASPARANÁ, estão sendo cadastradas em um banco de dados hidrogeológico, com objetivo de detalhamento dos principais aqüíferos, o que possibilitará o estabelecimento de uma estratégia na política dos diversos usos.

Até os meados do ano 80, a utilização de água subterrânea por meio de poços tubulares se restringia em sua maior parte para fins de abastecimento publico, principalmente pela SANEPAR e sistemas autônomos em uma escala de apenas 15%. A partir dos anos 90, observa-se um aumento gradativo em seu usos múltiplos, nos mais diversos segmentos como: industrias, condomínios, hotéis, hospitais, irrigação, agroindústria e outros.

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